quarta-feira, 6 de abril de 2011

Painéis decorativos contam a história de vida dos proprietários

Por Portal imovelweb

Tornar um ambiente mais aconchegante e, ao mesmo tempo, remeter a lembranças agradáveis do passado é a proposta do EB-A (Espaço Brasileiro de Arquitetura) através da criação de painéis personalizados com detalhes marcantes e pessoais dos clientes.



Os painéis, elaborados pelo diretor de criação Eduardo Alberti em parceria com o arquiteto Gláucio Gonçalves, ficam posicionados em pontos de destaque nos ambientes. De acordo com Gonçalves, “a idéia é deixar o ambiente contemporâneo e, ao mesmo tempo, acolhedor, sobretudo com o perfil do proprietário”. Para isso, o arquiteto explica que o desenvolvimento do painel tem início a partir de uma entrevista para conhecer os fatos marcantes e a história de vida, o que torna a residência ainda mais personalizada.

Em uma cobertura de São Paulo, por exemplo, os profissionais decidiram posicioná-lo na escada, por tratar-se de um ponto forte e dinâmico na decoração. Lá, o painel representa toda a história de vida da cliente e foi concebido por meio de uma única linha, saindo de um ponto da parte inferior da escada e terminando em um ponto da parte superior, com a utilização de imagens marcantes, como imagens da catedral de Brasília, cidade natal da proprietária e que traz agradáveis lembranças.

“Todas as pessoas que vêm me visitar já se impressionam com a escada, acham o trabalho belíssimo mesmo sem entender que ela traduz fatos importantes da minha vida, como o local onde eu nasci”, afirma a proprietária do imóvel, Luiza Fernandes.

Em outra cobertura de São Paulo, seguindo essa mesma linha de personalização, o painel reuniu símbolos marcantes na vida da família proprietária do imóvel, como o desenho de pedaços de pizza que identifica o forno à lenha, estrela do mar para relembrar as viagens, um atleta na linha de chegada de uma maratona, que representa as corridas pelo mundo que o proprietário tem como sonho, os cristais que são importantes na vida da proprietária e o coração que simboliza a filha do casal, pois a menina tem esse símbolo como marca registrada em todos os desenhos que faz.

Já em outro imóvel na Vila Mariana, também em São Paulo, a cliente, que aprecia muito a cor roxa, queria que seu apartamento fosse contemporâneo com o predomínio da sua cor favorita, além disso, o painel também foi inspirado num cano de pvc da parede do banheiro, logo o tema foi canos.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Cobertura ganha nova vida com projeto personalizado desenvolvido pelo EB-A

Com profissionalismo, ousadia e exclusividade, o EB-A transforma qualquer espaço em um ambiente aconchegante.

Por Revista Sim!

O EB-A – Espaço Brasileiro de Arquitetura, fundado em 2007, mostra ao mercado brasileiro uma arquitetura diferenciada e contemporânea e traz mais uma novidade: o serviço de personalização de espaços.

Autenticidade e elegância

Com um atendimento vip e ágil, além da preocupação com questões ambientais, a equipe da EB-A altera qualquer ambiente para se adequar ao gosto e às necessidades dos clientes. O projeto mais recente foi a reforma de uma cobertura de 130 metros quadrados, localizada na Zona Sul de São Paulo.



A execução do projeto durou quatro meses e, nesse período, o apartamento de aspecto antigo foi modificado para um ambiente aconchegante, rústico e ao mesmo tempo contemporâneo, atendendo todas as expectativas da principal interessada no assunto, a proprietária do imóvel.

Estudo de vida para tornar o Ambiente personalizado

“Nesse projeto, a meta era valorizar a simplicidade, a autenticidade e a elegância. Por isso, a decoração estabeleceu um contraste entre cores dominantes, a utilização do cimento queimado como revestimento principal e a dispersão de vários elementos, o que tornou possível a criação de cenários ecléticos e acolhedores”, relata Gláucio Gonçalves, arquiteto e fundador do EB-A.




História do cliente

Para deixar o projeto bem personalizado, a equipe do EB-A estudou a história de vida da cliente e, a partir das informações, modificou os ambientes do apartamento. Um dos principais diferenciais foi a configuração da escada, um ambiente em que não há muitas opções de mudanças.



"A escada estabelece um ponto forte e dinâmico na decoração. O painel feito pelo diretor de criação Eduardo Alberti nesse local representa toda uma história de vida da cliente e foi concebido por meio de uma única linha, saindo de um ponto da parte inferior da escada e terminado em um ponto da parte superior”, revela o arquiteto.

“As pessoas que vêm me visitar já se impressionam com a escada, acham o trabalho belíssimo mesmo sem entender que ela traduz fatos importantes da minha vida, como o local onde eu nasci”, afirma a proprietária do imóvel.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Adeus casa velha

Mudanças estruturais no imóvel criam novos espaços e eliminam outros pouco usados

Por Cristiane Capuchinho

Aliar plantas com amplas áreas a preços mais módicos do que os de lançamentos é a vantagem do apartamento antigo. Dar uma cara atual à unidade com mais de 30 anos, porém, implica alterar mais do que revestimentos: é necessário mudar a divisão e a função dos cômodos.



Quartos sem banheiro, cozinhas grandes, quarto de empregada na área de serviço e corredores que dividem a área social da íntima são comuns nas plantas que têm história. Para atualizá-las, paredes abaixo e muita disposição para surpresas.
"O mais complicado é não ter planta estrutural. É comum descobrir colunas e pilares durante a obra e ter de alterar o projeto", conta a arquiteta Cristina Lopes.
O proprietário deve estar preparado para uma obra que nem sempre tem dia certo para acabar.




Na reforma de um apartamento nos Jardins (zona oeste), a arquiteta deparou-se com um vazamento na coluna do prédio de 40 anos.

"Tive de entrar em contato com o síndico, pois era necessário trocar toda a coluna de água do edifício para resolver o problema", conta.

Mas os percalços do caminho valem o resultado. Depois de um ano de obra, o apartamento de 170 m2 ganhou uma sala ampla, com "home theater" e um espaço para o bar. Os quartos foram transformados em duas suítes maiores.

INTEGRAR

As vigas descobertas durante a reforma foram disfarçadas com o teto rebaixado em alguns ambientes. "É a vantagem do pé-direito alto", considera Lopes.

Na casa do consultor de empresas João Arthur Andrade, 50, a sala de estar e a varanda eram pouco usadas. "O espaço era escuro, parecia a casa da vovó", brinca.

A reforma ampliou a sala para a varanda. O degrau que separava o espaço externo sumiu com a colocação de um piso de madeira que segue o padrão do da sala.

"A varanda era de pastilhas, a caixa de madeira deu um ar moderno ao espaço, que virou ponto de encontro", diz a arquiteta Adriana Helú. O problema da iluminação foi resolvido com uma régua de luminárias, que divide os pontos de luz da sala.



"É legal saber a história do imóvel e incluir isso no projeto", sugere o designer de interiores Gláucio Gonçalves. Na proposta feita a pedido da Folha para um apartamento de 60 anos, Gonçalves integrou a sala à cozinha e aproveitou as cores primárias para dar um ar retrô ao local.

ESPAÇO DE ESTAR A sala de estar de João Arthur Andrade, 50, e Jacy Braga, 48, foi modernizada. O acabamento brilhante da madeira foi raspado, integrando o piso à varanda

TRUQUES A arquiteta Cristina Lopes retirou paredes e escondeu as vigas que havia na sala mudando a altura do teto para cada ambiente

FUTURO O projeto de Gláucio Gonçalves para o apartamento de dois quartos de Íris Silva Oliveira, 26, integra sala e cozinha para ampliar o espaço e dar um ar jovial

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Arquitetura popular brasileira

Por Evelyn Carvalho

Um novo debate acerca do programa do Governo Federal “Minha Casa, Minha Vida” aborda uma questão tão importante quanto a diminuição do déficit habitacional no Brasil: a qualidade das residências que serão construídas destinadas à população de baixa renda.

Passados anos de recessão, uma herança cultural de procedimentos técnicos, ações políticas e busca por contratações pelo menor preço configuraram um perfil de implantação de empreendimentos residenciais populares que compreende grandes glebas fechadas em condomínios com edificações aglomeradas, instaladas repetidas vezes nos terrenos, sem evidenciar preocupação com a oferta de espaços livres e de uso comum – e tampouco sua inserção no contexto urbano.

O novo pacote habitacional apresenta-se como uma oportunidade para fugir desta concepção, pela sua própria escala. No âmbito federal, a previsão é de que o programa movimente R$ 34 bilhões e promova a construção de 1 milhão de moradias no país. O plano não define diretrizes e parâmetros de projeto arquitetônico e urbanístico, nem formata modelos de contratação e análise de projetos. Entretanto, por ser calcado no incentivo à iniciativa privada, pode promover um impulso nos projetos de arquitetura, visto que não há padronização entre as construções. “As categorias profissionais que atuam diretamente com projetos deverão agir no sentido de enfatizar, esclarecer e educar, sobretudo o poder público, sobre o real valor dos projetos de arquitetura e urbanismo nesta empreitada”, avalia a arquiteta Adriana Blay Levisky, do escritório Levisky Arquitetura.

Para o programa ter êxito, Adriana aposta no fortalecimento do papel do gestor público: “seria desejável aplicar um precioso método de avaliação dos escritórios com potencial de contratação, bem como dos projetos realizados, assegurando qualidade arquitetônica e urbanística às propostas apresentadas, e posteriormente garantindo qualidade de execução, minimização de manutenções futuras e sua integração com redes de infraestrutura”.

Nabil Bonduki, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP (FAU-USP), avalia que a melhoria dos projetos apenas se dará se o problema habitacional for encarado por meio de uma ação que vise o longo prazo. Com objetivos imediatos de atender à demanda por imóveis de baixo custo e de movimentar o setor da construção, a qualidade do projeto pode ficar em um segundo plano. “O que tem acontecido com muita frequência é que não se valoriza o projeto, mas as obras, os prazos e os resultados”, alerta Bonduki.

Conforme o professor, o programa se destaca por ter colocado a questão da habitação popular em um plano importante: “Os próprios estudantes darão relevância à questão, fazendo com que haja mais gente formada com a qualificação necessária para este tema”.

Desmistificação

Para o arquiteto Yuri Vital – um dos vencedores na categoria “Habitação de Interesse Social” no Prêmio IAB-SP 2008 com o projeto Box House –, este é o início de uma “democracia da arquitetura”. Vital enfatiza que este é o público que mais necessita de bons projetos. “Todos desejam desfrutar de uma moradia digna, funcional e bela. É importante desmistificar a ideia de que estes aspectos são superficiais e apenas acessíveis para as classes mais abastadas, pois é possível construir com qualidade técnica e padrões estéticos inclusive com baixo custo. Cabe ao arquiteto buscar a beleza na simplicidade e na pureza”, ressalta o profissional.

Simplicidade e pureza estão no projeto de habitação popular que Vital concebeu para a região da Brasilândia, periferia de São Paulo. Entre as soluções, para sustentar uma ambiciosa laje em balanço que confere leveza à fachada das 17 unidades, o arquiteto mesclou alvenaria estrutural à estrutura convencional.
Fernando Forte, do escritório Forte, Gimenes & Marcondes Ferraz Arquitetos, responsável pelo projeto “Habitação Social” em Lins, no interior de São Paulo, vê como benéfica a concorrência que o programa criará neste nicho de mercado. “A competição vai fazer com que os construtores busquem realizar projetos diferenciados, inclusive com soluções sustentáveis”, diz Fernando. O projeto do escritório também recebeu do IAB uma menção honrosa na categoria “Habitação de Interesse Social”.

É consenso que um projeto que preveja ações e estratégias previne o desperdício de materiais e evita o retrabalho, o que viabiliza uma execução mais eficaz da obra ao minimizar tempo e custos. Segundo Yuri Vital, o segredo para uma parceria mais vantajosa com fornecedores é a frequência e o detalhamento do projeto. “Trata-se de uma relação de trocas e de confiança. Quanto mais se utilizar suprimentos de um mesmo fornecedor, mais barato fica o montante final”, acredita.

Do ponto de vista técnico do projeto, os especialistas apontam como fatores fundamentais para o aprimoramento de uma habitação popular a sua flexibilidade, bem como a garantia de condições de segurança, salubridade, higiene, dignidade, inserção urbana e social, boa iluminação, ventilação, acessibilidade, possibilidade de futuras adequações e expansões de forma tecnicamente adequada, segura e respeitosa com o entorno.

O arquiteto Ruy Ohtake afiança que tanto procura atuar em projetos de alto padrão quanto se engajar em ações que promovam a melhoria da qualidade de vida de moradores das regiões periféricas de São Paulo. O profissional, por exemplo, destaca em seu projeto de conjunto habitacional para o bairro de Heliópolis a integração das diferenciadas fachadas e volumetria à paisagem urbana: “O importante é que a tipologia se integre de forma bonita à cidade”, declara Ohtake. Essa integração se dá em termos formais e estéticos e também no oferecimento de serviços e atividades conexas – escolas e postos de trabalho, entre outros.

Guetos urbanos

“De nada adiantará se fazer cumprir a meta de implantação de 1 milhão de unidades se estas compuserem guetos urbanos”, ressalta a arquiteta Adriana Leviski. Junto ao arquiteto Eduardo Martins Ferreira, ela concebeu o projeto – também laureado pelo IAB – do Loteamento Rubens Lara, na cidade paulista de Cubatão. Este trabalho propõe a convivência e usufruto de espaços de lazer, cultura, comércio, serviços, saúde, educação e transporte público.

Ao loteamento, foi destinada uma área de 197.475 m2 para a implantação de um conjunto habitacional. A elaboração do projeto foi norteada pelas questões urbanas, sociais e ambientais do local. A ideia é construir aproximadamente 1.850 unidades habitacionais, garantindo a integração de diversos pequenos condomínios ao contexto urbano já existente e consolidado nas imediações. O sistema viário proposto partiu da interligação de eixos viários existentes, dispondo de hierarquia de vias para transporte público, automóvel, bicicletas e pedestres.

Os condomínios projetados para Cubatão tiveram como premissa um número máximo de unidades, nunca superior a duzentas, visando a facilidade administrativa dos condôminos após sua ocupação. Foram propostas quatro tipologias que, com pequenas variações e tratamento diversificado de fachadas, pretendem oferecer ao transeunte riqueza visual e identidade a cada quadra do loteamento. O intuito é configurar o projeto como um novo bairro e não como um único conjunto habitacional apartado de sua vizinhança. Buscou-se a implantação de quadras institucionais, áreas verdes e de lazer e quadras comerciais, transformando a intervenção em tecido integrado à malha urbana existente, oferecendo atividades e usos mistos junto às áreas residenciais.

O desenho universal foi aplicado às unidades residenciais e também às áreas comuns e públicas. “Um projeto configurado desta forma representa oportunidades reais de qualificação dos espaços privativos e públicos”, diz Adriana.

O projeto de Fernando Forte para Lins segue o mesmo princípio de tipologias diferenciadas. Lá, as casas geminadas têm entre 50 e 80 m2, possuem recuo lateral e uma varanda. Na fachada, o jardim linear cria um espaço semipúblico e um painel a ser personalizado foi colocado em cada residência à disposição dos moradores. As salas se voltam para os fundos, para que a parte externa seja uma extensão da sala. O posicionamento das portas e janelas permite uma ventilação cruzada.

Sustentáveis

A questão ambiental foi fundamental para que Gláucio Gonçalves e Marcos Eduardo da Silva, do EB-A (Espaço Brasileiro de Arquitetura), criassem o Singular, um projeto piloto que prevê a construção de imóveis populares com foco na sustentabilidade. O objetivo dos idealizadores é aliar o aspecto socioambiental a um projeto economicamente viável, tanto para os futuros construtores como para os moradores. “A ideia é buscar mais a questão humana. Fazer um lugar do qual a pessoa tenha orgulho, tenha vontade de voltar para casa após um dia de trabalho, onde ela possa criar os seus filhos”, ressalta Gláucio Gonçalves.

O arquiteto avalia que a questão ambiental não costuma ser privilegiada pelos programas, mas representa um grande desafio – e uma responsabilidade – para quem atua em um país repleto de recursos naturais como o Brasil. Basta pensar no impacto que a construção de 1 milhão de casas terá sobre o meio ambiente.

Dentro do Singular, para uma área de 50 mil m2 seriam projetados 600 apartamentos. As construções possuem teto verde, o que melhora a qualidade do ar e contribui para a redução do efeito de ilha de calor. Há ainda a utilização de energia solar para o aquecimento dos chuveiros, sistema de reutilização de águas pluviais na manutenção e limpeza dos edifícios, coleta seletiva de lixo, preservação de espécies nativas, acessibilidade, conforto ambiental, além de modulação e racionalização de alvenarias.

Para os profissionais de arquitetura, o programa “Minha Casa, Minha Vida” constitui, acima de tudo, uma chance de atuação para à construção de uma sociedade melhor. “Vejo o arquiteto como planejador do conforto, da segurança e da beleza, sendo esta a nossa forma de atuar pela população. Quanto mais democratizada for a arquitetura, mais visível será a nossa contribuição para a sociedade”, afiança Yuri Vital.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Ambientes que somam o rústico e o contemporâneo

Por R7

Ambientes que reúnem conceitos opostos de decoração são a marca do arquiteto Glaucio Gonçalves, que comanda o Espaço Brasileiro de Arquitetura (EB-A). Exemplo é o apartamento de 210m2, em Santana, na Zona Norte da cidade de São Paulo, planejado por ele.



“Criamos ambientes com a marca do EB-A, mas sem deixar de atender ao principal – o desejo do cliente”, explica Gonçalves. “Em todas as salas (de estar, de TV e de jantar) predominava a cor cinza, que foi mantida, por traduzir escolha da moradora. Para eliminar a sensação de ‘frio’, usamos alguns detalhes que auxiliaram criar um lugar aconchegante para toda a família”.



O floral deu o tom acolhedor, aparecendo no papel de parede e nas poltronas. O destaque ficou por conta do detalhe da canjiquinha de mármore travertino romano bruto, assentada na vertical, “algo diferente e sofisticado”, reforça Gonçalves.



O arquiteto conta que a decoração da varanda é contrastante com os outros ambientes. “As salas mostram o sofisticado e o contemporâneo, enquanto a varanda remete a uma casa de sítio, com um mobiliário aconchegante e uma das paredes revestida com pastilhas miscelânea, em tons de verde. Para imprimir diferencial ao projeto, buscamos o equilíbrio e a integração de todas as áreas", afirma o arquiteto.



Para completar a decoração, o lavabo ganhou papel de parede em floral, cuba embutida e espelho ovalado. Já nos três quartos, do casal e dos dois filhos, paredes revestidas com papel de parede deram uma nova cara aos ambientes. "No hall de entrada, um painel em madeira com detalhes de iluminação resume a proposta: unir com elegância a rusticidade e a modernidade", diz Glaucio Gonçalves.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Entulho de construção polui mais que lixo urbano

Por Ecopress

A construção civil é, ao lado da geração de energia, o setor que mais polui. É, ao mesmo tempo, uma das que menos adotam tecnologias e processos para evitar o desperdício, traduzido em agressão ao meio ambiente. Somente em São Paulo, entulho de obra enche diariamente 2.500 caminhões, duas vezes mais que o lixo urbano, segundo estudo do Projeto Reciclagem. Construções e reformas consomem 66% da madeira natural extraída das florestas. "O correto seria encontrar um equilíbrio entre a sustentabilidade e a construção civil para que pudéssemos suprir nossas necessidades sem comprometer as futuras gerações", afirma o arquiteto Gláucio Gonçalves, fundador do EB-A - Espaço Brasileiro de Arquitetura, preocupado com a questão da educação ambiental em seu setor.

"A sustentabilidade tem de ser uma conduta de vida, ou seja, as pessoas precisam ser ecologicamente alfabetizadas e entender os princípios de organização das comunidades ecológicas e usar esses princípios para criar comunidades humanas sustentáveis. É um conceito sistêmico, que está diretamente relacionado com as questões econômicas, sociais, culturais e ambientais", observa Golçalves, ao listar os princípios do segmento, segundo o Relatório de Brundtland, de 1987, da norueguesa Gro Harlem Brundtland, que estará no Brasil no dia 22 para participar do Encontros de Sustentabilidade, promovido pelo ABN Amro Banco Real. São eles: (1) uma relação harmônica do edifício com o seu entorno; (2) sistemas de energia mais eficiente e menos poluente; (3) sistemas de coleta e tratamento de água e esgoto; (4) sistemas para a redução da formação de resíduos e o seu reuso (canteiro de obras); (5) qualidade do ar interno e conforto ambiental; (6) a escolha integrada dos processos e materiais construtivos e (7) uma avaliação de desempenho pós-obra.

Em São Paulo, segundo o sindicato das empresas do setor, 77% das construções são autogeridas, resultando em falhas como remoção da cobertura vegetal e impermeabilização do solo. Embora as empresas cimenteiras de todo o mundo tenham conseguido adotar processos mais limpos de produção, a geração de dióxido de carbono (CO2), o principal gás de efeito estufa, mais do que dobrou de 1950 a 1980. Como o processo é cumulativo, esse gás, mais o emitido depois, continua produzindo efeitos. Cada tonelada de cliquer (base para a produção do cimento) emite mais de 600 quilos de CO2. A reciclagem é uma das principais alternativas para que a construção civil possa contribuir com o meio ambiente, observam especialistas. A Votorantim, por exemplo, passou a usar em sua unidade de cimento em Cubatão (SP) escória de alto forno, reduzindo as emissões de CO2. O projeto valeu à empresa o reconhecimento da Organização das Nações Unidas dentro do programa de mecanismo de desenvolvimento limpo do Protocolo de Kyoto. Isso permitiu a emissão de créditos de carbono, que são vendidos a países desenvolvidos obrigados a reduzir a liberação de gases-estufa. O dinheiro abate parte do investimento

Segundo Gonçalves, "é importante salientar que o projeto deve contemplar uma modulação e racionalização para evitar desperdícios. Ou seja, uma modulação dos ambientes contemplando as dimensões de cerâmicas de piso, bem como uma padronização de elementos estruturais e a compatibilização das alturas em função de vigas e alvenaria". E acrescenta: "Dentro das diversas possibilidades que a sustentabilidade possibilita na construção civil e arquitetura, estas seriam apenas algumas que, se trabalhadas em grande escala, poderiam surtir um efeito extremamente positivo. Também destaco que a sustentabilidade abrange vários níveis de organização, desde a vizinhança local até o planeta inteiro".

terça-feira, 29 de março de 2011

Acerte na compra

Por Construção do começo ao fim

Saiba como proceder durante a aquisição do terreno e não ter dores de cabeça

Escolher o local para a concretização da casa desejada durante tantos anos exige bastante atenção e desconfiança. Muitas vezes, terrenos com vistas deslumbrantes e preços acessíveis seduzem aqueles que estão à procura do lote perfeito. “O comprador não deve ter pressa em fazer a aquisição. É preciso saber o que se espera da futura casa. Por exemplo, se o cliente deseja tranquilidade, deve investir em bairros e fugir de regiões centrais”, aconselha o arquiteto Alexis Vinícius Carvalho Macedo, de Salvador, BA.

Para minimizar e até mesmo anular a ocorrência de erros, o primeiro passo é esclarecer todas as dúvidas com um advogado e contratar um arquiteto para o acompanhamento da escolha. “Assim, o profissional evidenciará as potencialidades do terreno”, explica Macedo.

Não caia na tentação!

Com uma enxurrada de ofertas, o futuro proprietário deve investigar o histórico da empresa ou pessoa envolvida no negócio. “Após isso, aconselho a verificação da documentação e das restrições de órgãos fiscalizadores”, sugere a arquiteta paulistana Maria Inês de Toledo Cesar.

Outros elementos também devem ser questionados. “Insolação, ventilação, recuo frontal, lateral e gabarito merecem uma atenção especial”, destaca o arquiteto Gláucio Gonçalves, de São Paulo, SP. O profissional acrescenta que é interessante checar a distância do comércio mais próximo, ponto de ônibus, hospitais, escolas, ruas principais, rodovias, aeroportos e indústrias. “Dessa forma, minimizará a presença de barulhos no futuro”, aponta. Após os questionamentos, analise os seguintes aspectos:

Solo

Contrate uma empresa de sondagem para fazer a análise. “Todo terreno tem suas peculiaridades e, geralmente, é formado por mais de um tipo de terra. Diante dessa situação, é preciso fazer a checagem da superfície para minimizar gastos com a fundação”, explica o arquiteto paulistano.

Água, esgoto e luz

Toda a infraestrutura deve ser executada durante a obra de acordo com o projeto executivo e profissionais especializados. Normalmente, é reservada uma ligação provisória durante a execução do projeto e, após a finalização, é feita a solicitação nos órgãos competentes para a ligação definitiva. Confira também se o local conta com estrutura para a ligação de água e luz e se possui rede pública de esgoto.

Topografia

Com três opções – plano, em aclive ou declive -, o lote poderá ser aproveitado pelo arquiteto conforme suas condições naturais. “Terrenos em aclive proporcionam construções com paisagens deslumbrantes”, observa Macedo. Contudo, vale lembrar que é possível transformar um lote acidentado em plano, porém exigirá um custo mais alto.

Dicas para a boa compra

Encontrado o terreno aparentemente perfeito, verifique junto à prefeitura os seguintes itens e questione:

1- O que é permitido construir?

2- A área é de reserva ambiental?

3- Está embargada pela defesa civil?

4- Está em processo de desapropriação?

5- Se o terreno for de loteamento, procure saber se já está aprovado na prefeitura e se não há pendências como, por exemplo, de infraestrutura;

6- Procure saber se está registrado no nome de quem está vendendo. Caso não esteja, precisará solicitar escrituras anteriores e, provavelmente, terá de pagar uma taxa para regularizar a situação;

7- Se o solo estiver coberto de mato, solicite ao vendedor o corte para melhor avaliação das características da área;

8- Por último, verifique se o terreno apresenta demarcações bem definidas em campo, pois após a compra receberá uma planta com medidas e ângulos assinada pelo responsável técnico que efetuou o levantamento topográfico.

Documentação em dia

Considerada a parte mais burocrática, é preciso solicitar ao vendedor todos os documentos listados abaixo para a realização de uma compra tranquila e sem nenhum prejuízo.

• Certidão negativa de débito de Imposto, Predial e Territorial Urbano (IPTU);

• Certidão Vinterária que contém o histórico dos 20 anos e informações de vendas anteriores, penhora ou hipoteca;

• Consulte nos fóruns da cidade a Certidão dos Distribuidores Forenses (Cíveis, Fiscais e Justiça Federal);

• Certidão de Ônus Enfitêuticos;

• Certidão de Ônus Reais do Registro de Imóveis;

• Cópia da Escritura Pública e Registro de Imóveis;

• Certidão do Registro Geral de Imóveis (RGI);

• Averbação das obras existentes no terreno.

Negócio fechado

Com toda a documentação correta e sem erros, o próximo passo é contratar um advogado para redigir o contrato de Compromisso de Venda e Compra de Imóvel apresentando tudo que foi discutido e decidido entre as partes envolvidas. Fique atento se o valor, a forma de pagamento, os reajustes e a descrição do objeto de compra estão descritos.

Durante essa etapa não esqueça de reservar recursos para as despesas com o Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI). Com todos os documentos em mãos, procure o Cartório de Registro de Imóveis e registre a escritura. Para finalizar, faça a transferência do lançamento de IPTU para seu nome.

Corte legal

Para a realização de poda ou retirada de árvore é fundamental que seja realizada uma solicitação à prefeitura e aos órgãos competentes como o Departamento Estadual de Proteção de Recursos Naturais (DEPRN). “Os documentos exigidos dependem da legislação municipal”, diz Gonçalves.

Aberto o procedimento, é feita uma vistoria por técnicos que avaliarão as condições biológicas da árvore, assim como as interferências na arquitetura ou nas edificações do entorno. “No caso de concessão da autorização, o próprio órgão administrativo fará a execução”, completa Gonçalves.

Calçadas

Devem ser preservadas e cuidadas pelos moradores. Algumas prefeituras determinam normas de conforto e segurança que precisam ser colocadas em prática. Cada município estabelece os materiais para o piso e devem garantir a segurança dos pedestres.

Muro

Dividido com o vizinho, ele não deve desrespeitar o código de obras do município. “O primeiro passo é certificar-se por meio da escritura quais são as dimensões do terreno para que seja construído dentro dos limites do seu lote”, recomenda a arquiteta Estela Pinheiro, do escritório HE Arkitektura, do Rio de Janeiro, RJ. De acordo com ela, não é necessário que sejam construídos em conjunto com os vizinhos, pois cada proprietário deve fazer o seu muro a qualquer tempo.

Sem discussões e com a proteção construída de forma segura e consciente, o arquiteto Rogério Makssur, de Conceição do Rio Verde, MG, sugere que a altura seja a mesma do vizinho. “Assim criará uma elegância estética e evitará aquelas faixas de muro acima do seu”, indica o arquiteto. Segundo ele, cada um dos lados do muro fica sob a responsabilidade do proprietário, sendo que ele deve arcar com a manutenção e preservação do elemento.

Fique atento!

Vencendo obstáculos

Se o terreno dos seus sonhos é bem pertinho da praia ou próximo da natureza e você está com medo de construir num solo encharcado ou íngrime, não desanime! Contrate um profissional capacitado e vá em frente. “O ideal é que as condições sejam percebidas antes da compra, pois cada uma poderá direcionar, impor ou até restringir soluções para o projeto”, conta o arquiteto Lami Buccolo, de São Paulo, SP.

Quando o solo for argiloso, os profissionais explicam que a fundação tem de ser profunda, geralmente com estacas, tubulões ou caixões. Nesse caso, prefira estruturas leves para não sobrecarregar o projeto.

Tratando-se de terreno arenoso, a fundação pode ser rasa, com sapatas, blocos ou radier. É necessário fazer o correto escoamento da água das chuvas. “Isso evita que a fundação receba umidade”, justifica o arquiteto André Eisenlohr, de São Paulo, SP.

Com cuidados redobrados, a dica para terreno acidentado é projetar em diferentes patamares e dividir o programa em andares para evitar movimentação de terra e a construção de muros de arrimo. “Essa alternativa aumenta o custo da obra e os riscos de problemas com a fundação e a contenção da terra”, diz Eisenlohr.

Para o aproveitamento, o ideal é deixar a casa apoiada sobre pilotis. “É muito importante que a estrutura seja leve para que a fundação suporte seu peso”, recorda Buccolo.

O arquiteto Ricardo Viggiani, de Ubatuba, SP, diz que nesses terrenos deve-se redobrar o cuidado com as águas da chuva. “É necessário desviá-la das construções com drenagens”, indica.