segunda-feira, 28 de março de 2011

Apartamento novo comprado, hora de decorar

Por R7

Nada melhor do que conseguir deixar o apartamento novo do jeitinho sonhado. O problema é que nem sempre os proprietários conseguem transformar as ideias e desejos em uma decoração harmônica e bonita e o resultado acaba sendo aquém das expectativas.


Brenda e Rodrigo Almeida compraram um apartamento de 120 m² no Brooklin, São Paulo, diretamente com a construtora, depois de se verem insatisfeitos com o imóvel onde moravam. Na hora de transformar o imóvel em um lar com o projeto de decoração, eles pediram ajuda profissional. O arquiteto Glaucio Gonçalves do EB-A (Espaço Brasileiro de Arquitetura) foi o responsável por deixar o apartamento com a cara do casal.

Após uma longa conversa com o casal, Gonçalves conseguiu entender exatamente o que os futuros moradores sonhavam. “Queria algo bem prático, mas que deixasse o imóvel simples e sofisticado. Gosto muito de ficar em casa, receber os amigos, então nada melhor que um ambiente aconchegante", diz Brenda. Todo o espaço foi pensado para ficar da forma que Brenda e Rodrigo sempre sonharam, atendendo às necessidades deles e dos filhos - um menino de seis anos e outro de quatro meses.


Um dos quatro quartos do imóvel foi transformado em escritório. O quarto do bebê foi planejado para que, quando ele crescer, os móveis possam ser aproveitados. O balcão que hoje serve como trocador poderá ser utilizado como escrivaninha.

O arquiteto utilizou materiais como revestimentos cerâmicos, pastilhas, papel de parede, sempre com o branco dominando a decoração, pois Brenda queria algo que não enjoasse, mas que, com pequenas mudanças, ganhasse um ar diferente.


A iluminação foi levada em consideração durante todo o projeto. Ela deve estar de acordo com o estilo da decoração, neste caso algo moderno, mas aconchegante. “A decoração me surpreendeu. O Glaucio mudou toda a planta de decoração oferecida pela construtora, aproveitou cada espaço. Ficou do jeito que eu sonhava”, comemora Brenda.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Angola além do petróleo e do diamante

Por Gláucio Gonçalves

A guerra civil em Angola durou aproximadamente 27 anos e causou grandes danos às instituições políticas e sociais do país. Assim, as nações Unidas estimam em 1,8 milhões o número de pessoas internamente deslocadas, enquanto que o número aproximado de pessoas atingidas pela guerra chega os quatro milhões. Hoje, após a batalha, as condições de vida cotidiana em todo o país, principalmente em Luanda, espelham o total colapso que vive hoje a capital de Angola.

O que mais impressiona é a quantidade de “musseques” nos arredores da cidade. Este mar de favelas cresceu desordenadamente e sem o mínimo de condições de salubridade durante os anos da guerra, à medida que a população das províncias procuravam refúgios dos combates e da fome na grande cidade.

Nos dias de hoje, caminhar por Luanda, pode ser uma experiência angustiante. A maior dificuldade para quem circula a pé é atravessar as ruas e é inevitável pisar em poças de esgoto a céu aberto, além dos carros que estacionam sobre as calçadas, o que torna quase impossível traçar um caminho sem que se tenha que usar a rua para andar.

No trânsito impera a lei do mais forte. Não há turistas na cidade e todos que trabalham em empresas instaladas em Luanda possuem um carro próprio pois, praticamente, não há transporte público e nem táxis na cidade. Esse caos faz com que um dos principais meios de transporte da cidade sejam os famosos “candongueiros” com suas peruas Hiace de cor azul e branca e motoristas que correm como loucos pelas ruas, servindo a bairros periféricos não cobertos pelo transporte público.

Apesar de ser um dos países mais pobres do mundo, ninguém se surpreende com modelos de carros top de linha que circulam pelas ruas de Luanda e com casas em bairros da periferia, como no bairro do Camama. Lá a energia elétrica é fornecida por meio de geradores e a água por tanques, que são bombeados por eletro bombas para o abastecimento. A maioria destas casas possui ar condicionado em todos os ambientes, inclusive cozinha, TVs de última tecnologia espalhadas pelos cômodos e todo o conforto que muitas casas de classe média no Brasil não têm.

Porém, mesmo sendo o petróleo uma das fontes de riqueza do país, leva-se em média até duas horas para abastecer um carro. Por força da comercialização do petróleo e o diamante, Luanda é uma das cidades mais caras do mundo, onde não se almoça por menos de 50 dólares por pessoa em um restaurante, mesmo que tipicamente angolano.

Todavia, o surto de construção civil que Angola vive atualmente vai transformar totalmente a paisagem da capital. Porém, está trazendo algumas conseqüências muito sérias. Devido à entrada de empresas chinesas, que trouxeram milhares de trabalhadores, na seqüência do empréstimo de dois milhões de dólares concedido ao governo angolano, houve um certo impacto devido ao custo reduzido de mão de obra, mas, com uma fraca qualidade de execução. Mesmo assim, o mercado imobiliário em Angola, principalmente em Luanda, é extremamente caro.

Em função deste grande caos que vive hoje Luanda, a construção civil passa por um momento de total crescimento e ao mesmo tempo de uma supervalorização junto ao mercado imobiliário. O valor médio de venda de um empreendimento varia muito em função de cada bairro. Por exemplo, uma casa assobradada de três dormitórios, com uma suíte, no bairro Nova Vida, de aproximadamente 160 metros quadrados, pode ser vendida a US$ 900 mil e ser alugada a US$ 10 mil por mês, com um pagamento antecipado de seis meses.

O custo para execução de uma obra varia muito devido ao tipo de projeto, materiais a serem utilizados e, principalmente, por tudo ser importado. E isso se agrava por conta de outros aspectos, como os congestionamentos, demora para liberação de materiais, entre outros.

Por outro lado, os angolanos gostam muito da arquitetura brasileira, mesmo porque Angola está no hemisfério Sul, no paralelo de Recife, o que mostra uma realidade muito próxima à nossa. O País possui um grande déficit habitacional como ocorre no Brasil, porém devido a esse crescimento desordenado e rápido, uma questão extremamente importante está sendo deixada de lado: a sustentabilidade. Este seria o momento em que não somente as habitações populares, mas também os arranha-céus que estão sendo construídos pela cidade, contemplassem estes aspectos para que todas essas novas obras nascessem de forma correta e servissem como referência para todos os paises do mundo.

É importante abordar o desenvolvimento sustentável na construção civil e tornar imprescindível a utilização de aspectos mínimos para a sobrevivência, não somente para as empresas sob o ponto de vista do mercado, como também, do compromisso social e de toda a humanidade. Assim todos passariam a usufruir recursos simples e urgentes, o que dará uma nova realidade para a arquitetura e para a humanidade nos próximos anos.

Angola pode ser protagonista deste grande cenário e transformar a sustentabilidade em uma escola de vida para todo o continente africano e para o mundo. Isso fará com que nossos ecossistemas entendam que estamos trabalhando em sua direção e não contra eles e, principalmente, para que nossas próximas gerações possam desfrutar de todas as belezas naturais que as maravilhosas praias de Angola proporcionam.

quinta-feira, 24 de março de 2011

A cozinha pode ser um ambiente bonito e funcional, dizem especialistas

Por Lugar Certo

Não resta dúvidas que a cozinha é um dos ambientes mais importantes da casa. Isso porque o espaço tem o poder de transmitir à casa inteira a sensação de aconchego só pelo cheiro daquela receita especial. Atualmente, a cozinha tem se tornado também um ambiente de convivência da família e para receber os amigos. Esse novo conceito requer equipamentos e móveis funcionais para facilitar o preparo de pratos e a movimentação no espaço. A tendência da maioria dos projetos de design para a cozinha é, então, aliar funcionalidade a estilo e beleza.



Como a decoração deste espaço não é nem um pouco econômica, tudo deve ser muito bem pensado antes de sair às compras. Há pessoas que adoram cozinhar e organizam grandes banquetes, outras que utilizam o espaço para tarefas do dia a dia e aquelas que tudo que precisam são um freezer e um microondas. Por isso mesmo é necessário levar em consideração o que mais será utilizado e escolher as peças de acordo.

De acordo com o Espaço Brasileiro de Arquitetura (EB-A), os espaços também devem ser muito bem analisados, afinal, não adianta comprar uma mesa para seis, oito pessoas, se ninguém conseguirá se movimentar no ambiente. Uma cozinha móvel pode facilitar a limpeza, além disso, quem adora trocar móveis de local pode realizar com mais facilidade.

A escolha dos aparelhos deve ser feita com cuidado, lembrando sempre como é o aproveitamento do local. Você pode optar entre um fogão comum de quatro ou seis bocas ou então preferir um cooktop, que utiliza menos espaço e pode ser instalado em um balcão. Sempre lembrando que o espaço entre preparação, lavagem e cozimento deve ser o mais compacto possível.

Não se pode esquecer a iluminação e decoração do ambiente. Os pisos e revestimentos, cores dos móveis e eletrodomésticos, modelos de cubas, bancadas, prateleiras, juntos podem formar um ambiente incrível. Os materiais utilizados também vão influenciar não só na decoração do ambiente como na funcionalidade, granito, mármore e inox são algumas opções para a bancada da pia.

Em um projeto de decoração do arquiteto Glaucio Gonçalves e Juliana Galhardo, responsável pelo departamento de criação do EB-A, a cozinha foi trabalhada em tons de preto e branco com uma iluminação fria, permitindo uma claridade geral. Sobre a mesa, os dois pendentes oferecem uma irradiação quente, que oferece equilíbrio na hora das refeições.

quarta-feira, 23 de março de 2011

EB-A cria projeto conceito para edifícios populares com base em princípios de sustentabilidade

Por Portal Fator Brasil

Projeto batizado de Singular foi desenvolvido por Glaucio Gonçalves e Marcos Eduardo da Silva e privilegia a arquitetura sustentável.



A arquitetura sustentável começa a se tornar um aspecto primordial em vários projetos no Brasil e no mundo, englobando todas as classes sociais. Diante dessa nova realidade, o EB-A – Espaço Brasileiro de Arquitetura [ www.eb-arq.com], fundado em 2007, traz ao mercado um conceito único. Trata-se do Projeto Singular, cujo objetivo é oferecer imóveis a preço acessíveis contemplando aspectos socioeconômicos e ambientais.

Preocupado em oferecer melhor qualidade de vida, o projeto se destaca pelo uso de conceitos sustentáveis, como: sistemas de energia mais eficientes e menos poluentes, utilização de energia solar para o aquecimento dos chuveiros; sistema de reutilização de águas pluviais, para o uso na manutenção de limpeza nos edifícios; coleta seletiva de lixo; preservação de espécies nativas; desenho funcional do edifício e acessibilidade física, melhor qualidade de ar interno e conforto ambiental, modulação e racionalização de alvenarias, sistemas para a redução da formação de resíduos e o seu reuso.



Outro diferencial do Singular é a otimização do espaço, pois em uma área de 50 mil metros quadrados é possível construir 600 apartamentos sem deixar o conforto e o lazer de lado. O projeto tem o perfil de grandes construtoras por unir qualidade de vida e custo acessível, condições atrativas para quem pretende adquirir um imóvel.

Cada edifício possui um nicho, uma área de convivência com uma cor própria e única para estabelecer uma identidade com o morador. Os espaços verdes do pátio interno preservam árvores de espécie nativa e fachada em bambu une ecologia, baixo custo e beleza.

Além disso, as construções possuem teto verde, técnica ainda pouco usada no Brasil. A novidade consiste em tetos de grama que melhoram a qualidade do ar, reduzindo os níveis de CO2 e de poeira, liberando vapores de água e contribuindo para a redução dos efeitos de ilhas de calor.



“Tornar o imóvel acessível ao maior número de pessoas contemplando os aspectos sócio-econômicos e ambientais e oferecer um novo conceito de moradia onde qualidade de vida é o principal objetivo. O projeto pretendeu traduzir de uma forma simples e única uma relação de harmonia entre a natureza e o homem”, afirma Gláucio Gonçalves, fundador do EB-A.

“A produção de moradias caracteriza-se como um dos temas mais fascinantes da arquitetura, seja pelas inúmeras possibilidades, seja pelo elevado déficit habitacional. O desafio da produção habitacional nos leva a refletir sobre o modo de vida da nossa sociedade e do homem. Esta reflexão foi traduzida e materializada em projeto, entendendo e respeitando a principal característica que nos define e diferencia: a nossa singularidade”, relata Marcos Eduardo da Silva, um dos arquitetos responsáveis pelo Singular.

terça-feira, 22 de março de 2011

Beleza e funcionalidade para o lavabo

Por Reforma Fácil

Pensar em um lavabo simples e moderno foi a tarefa dos arquitetos Glaucio Gonçalves e Juliana Galhardo, responsável pelo departamento de criação do EB-A - Espaço Brasileiro de Arquitetura.



Aliar peças de bom gosto e que combinem com o estilo do ambiente e da família formam o ponto principal de uma decoração funcional e elegante. Para isso, a dupla utilizou peças claras e um papel de parede com cor quente para harmonizar o ambiente. O espelho e a iluminação arrojada deram o toque final para que a decoração ficasse equilibrada, permitindo encontrar toques de modernidade e elegância, mas ainda assim, simples.

O que é bonito nem sempre é funcional, avisa Glaucio. "Eu gosto muito do estilo contemporâneo/moderno. Porém, o que funciona e é bom para o dia a dia são peças práticas e confortáveis. Por exemplo, um sofá pode ser lindo, mas nada confortável. Uma dica é, sempre que possível, experimentar", diz o arquiteto.



Segundo Gonçalves, além dos elementos utilizados, um dos segredos na decoração do lavabo foi transformá-lo em um ambiente totalmente o oposto ao resto da decoração do apartamento que utilizou elementos neutros.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Arquiteto brasileiro planeja decoração sofisticada de spa em hotel angolano

Responsável pelo design do empreendimento, Glaucio Gonçalves, do EB-A, alia conforto e elegância no espaço



Gláucio Gonçalves, arquiteto e fundador do EB-A– Espaço Brasileiro de Arquitetura –, é o responsável pelo projeto de decoração de um spa em um dos maiores hotéis de Angola, localizado na província de Wako Kungo. Gonçalves foi convidado por uma grande empresa angolana com o objetivo de transformar os ambientes em um espaço sofisticado e aconchegante.

Com uma área aproximada de 720 m², o arquiteto desenvolveu o projeto desde o hall de entrada até as áreas de atividades, como sala da noiva, de massagem, ofurô, sauna e sala de ioga e pilates.

Para criar o ambiente, Gonçalves utilizou revestimentos em mármore e madeira, além de paisagismo, procurando integrá-lo à área externa. “Buscamos uma decoração clean, na qual os hóspedes possam ter momentos de relaxamento e, principalmente, usufruir da maravilhosa natureza da Província.”



Esse projeto tem um ponto interessante: Gonçalves fez o caminho inverso ao planejar a decoração. Como o hotel já tinha todo o material, o arquiteto criou o projeto inspirando-se nos elementos, adequando-os para o propósito do ambiente e colocando toda sua criatividade em ação.

A previsão é que tudo esteja pronto em dezembro deste ano. Essa já é a quinta vez que o arquiteto vai a Angola, onde tem uma filial do EB-A, responsável por sete projetos nos últimos seis anos. Entre eles está o estande da Esso para a feira Filda, onde foi considerado o mais bonito do pavilhão das petrolíferas.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Arquiteto realiza uma sala sustentável em São Paulo

Por Gisele Eberspächer

Com 80 metros quadrados, ambiente é decorado com revestimento, móveis e lareira sustentáveis



O setor de construção civil é um dos que tem maior impacto ambiental. Por isso, a sustentabilidade está cada vez mais presente, alterando o modo com que as obras e construções são feitas.

Por isso, Glaucio Gonçales, arquiteto e fundador no EB-A (Espaço Brasileiro de Arquitetura), transformou uma sala com 80 metros quadrados distribuídos em três ambientes em um lugar aconchegante usando vários produtos sustentáveis.
Um dos principais destaques da sala é a lareira, utilizando a Ecofire Place, que funciona com um biofluído que não produz fumaça nem cheiro e com uma emissão do CO2 menos que a respiração humana.

Além disso, a sala tem o revestimento ecowood da Portobello, uma linha que substitui a madeira natural, evitando o corte de árvores. Já o mobiliário é composto de produtos da Amazônia Móveis, feitos com fibras naturais, e do Empório dos Dormentes, que reaproveita madeira retirada de postos de luz.



Para Glaucio, a maior dificuldade das construções sustentáveis ainda é o hábito das pessoas. “Acredito que ainda sejam as questões cultural e econômica as maiores dificuldades. Existe uma grande resistência de algumas pessoas em mudarem seus conceitos e de entender que o mundo está passando um momento delicado é que mudanças rápidas precisam ser feitas para que o pior não aconteça”, comenta.

Mas mesmo assim, é cada vez mais frequente que as empresas tenham consciência dessa mudança, dando mais opções para os clientes. “As empresas estão ficando cada vez mais conscientes de que esse assunto é uma questão de necessidade em virtude de tudo o que vem acontecendo com o mundo em relação ao meio ambiente e isso está despertando o interesse de muitos em fabricarem produtos que possam ser incorporados aos projetos”, finaliza.

Essas mudanças também podem ser feitas de maneira gradual, quando surge a necessidade de troca de determinado móvel. Mesmo quando os itens não são sustentáveis, o adequado é que sejam usados até o fim de sua vida útil ou reaproveitados para outros fins.